Sobre a Psicopatia

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Personalidade Psicopática, Sociopata, Personalidade Anti-social ou Dissocial ?

A psicopatologia em geral e a psiquiatria forense em especial têm dedicado, há tempo, uma enorme preocupação com o quadro conhecido por Psicopatia (ou Sociopatia, Transtorno Dissocial, Transtorno Sociopático, etc).

Trata-se de um terreno difícil e cauteloso, já que engloba as pessoas que não se enquadram nas doenças mentais já bem delineadas e com características bastante específicas, a despeito de se situarem à margem da normalidade psico-emocional ou, no mínimo, comportamental. As implicações forenses desses casos reivindicam da psiquiatria estudos exaustivos, notadamente sobre o grupo de entidades entendidas como Transtornos da Personalidade. E mesmo com todos esses estudos, a psiquiatria não consegue chegar ao diágnóstico preciso e exato sobre a psicopatia, pois envolve vários tipos de sintomas, conclusões, casos e diagnósticos diferentes.

Alguns autores não vêem como sinônimo, a Personalidade Psicopática e a Personalidade Anti-social. A Personalidade Anti-social, segundo os autores que a diferenciam da psicopática, se constitui num caso mais franco, declarado e aberto de anomalias no relacionamento, ou seja, menos dissimulado e teatral que a psicopática. Essas pessoas costumam ser mais impetuosas, contestam com mais franqueza as normas sociais, criam mais transtornos e animosidades com os demais e, por fim, estão mais associados aos fatores de criminalidade que os psicopatas.

De acordo com essa visão, os psicopatas costumam ser até mais perigosos que os sociopatas, tendo em vista sua maneira dissimulada de ocultar a índole contraventora. Os sociopatas atentam contra as normas sociais mais abertamente que os psicopatas.

A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Apesar da psicopatia ser muito mais frequente nos indivíduos do sexo masculino, também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens.
Embora popularmente a psicopatia seja conhecida como tal, ou como “sociopatia”, cientificamente, o distúrbio é denominado como sinônimo do diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial.

A psicopatia parece estar relacionada a algumas importantes disfunções cerebrais, sendo importante considerar que um só único fator não é totalmente esclarecedor para causar o distúrbio; parece haver uma junção de componentes. Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno – principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers – parece estar associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sociopsicológicos na infância (ex: abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais etc.). Todo indivíduo antissocial possui, no mínimo, um desses componentes no histórico de sua vida, especialmente a influência genética, entretanto, nem toda pessoa que sofreu algum tipo de abuso ou perda na infância irá tornar-se uma psicopata sem ter uma certa influência genética ou distúrbio cerebral; assim como é inadimissível afirmar que todo psicopata já nasce com essas características.

Psicopatas: 

Psicopatas não tem não emoção. A área do cérebro conhecida como Sistema Límbico, é a central das nossas emoções, mas nos psicopatas, ela está quase que totalmente desativada.
Em pessoa normais, o sistema límbico, trabalha junto com o lobo frontal, este por sua vez responsável pela razão. Os dois atuando juntos, fazem o equilibrio entre a razão e emoção nos seres humanos. No caso dos psicopatas, além do sistema límbico não funcionar, o lobo frontal funciona de forma acima do normal, isso os faz pessoas 100% razão e 0% emoção.
O máximo, alguns psicopatas podem chegar a sentir, são as proto-emoções, ou emoções primárias, como raiva, irá, ódio, alegria, mas ainda assim de forma bastante limitada.
A maioria é tão incapaz de processar emoções, que nem mesmo magoádos ou chateados eles ficam. Quando algo dá errado, o máximo que sentem é uma frustração passageira. Quando algo dá certo, é uma sensação de satisfação, mas que acaba logo, e logo os leva ao tédio (o que explica a constante busca dos psicopatas por situações extremas).

Psicopatas não sentem medo, nem ansiedade, nem baixa-auto estima, não sofrem de extresse pós traumático. Eles percebem as demais pessoas, apenas como objetos, que devem ser usados para seu benefício próprio. Quem sente amor por um objeto? O problema é que para os psicopatas, todas as pessoas são objetos e eles não tem capacidade de perceber as pessoas de forma diferente (isso me lembrou a minha frase favorita do Jeffrey Dahmer: “Treinei-me a ver as pessoas como objetos de prazer potencial ao invés de pessoas”)
Devido ao seu grau de inteligência elevado, eles aprendem rapidamente a simular emoções, mas, não passa de uma simulação. Para eles, palavras como amor e caderno, causam exatamente a mesma reação. Eles tem capacidade de fingir estar sentindo… embora, jamais saberão do que se trata sentimentos reais.

Seis mitos sobre Serial Killers

1. Todos tiveram infâncias abusivas, incluindo um ou todos os seguintes tipos de abuso: físico, emocional ou sexual.

Nem todos os serial killers tiveram abuso na infância. Ted Bundy teve uma infância bastante média, se saiu bem na escola sem nenhum abuso ocorrido ou documentado.

2. Serial killers parecem anormais ou “destacam-se” na aparência e maneirismos.

A idéia de que serial killers devem ser facilmente localizados por uma deformidade grave ou de se destacar enquanto à vista no público não é verdade (sem marca de cetim na testa). A maioria dos serial killers levam vidas que parecem “normais” para qualquer pessoa no público em geral. Alguns assassinatos em série envolvem tais atos hediondos que não se poderia imaginar uma pessoa “normal” na aparência ou maneirismo seria responsável por aquilo. Assim, a imagem “monstro” é formada, mas não passa de imaginação ou influência da mídia.

3. Assassinos em série matam qualquer um que eles entram em contato e ou qualquer um que apareça em sua frente.

Serial killers usam, em alguns casos, grande quantidade de tempo para selecionar suas vítimas. Preferência a certas pessoas porque elas são alvos fáceis, ou pessoas que têm orientação sexual específica, ou porque eles representam ou lembram algo do passado dos assassinos. Se eles fossem matar pessoas aleatórias que cruzam seu caminho, seria mais provável que fossem apreendidos. Matando aleatóriamente, o potencial de matar um membro proeminente da sociedade é maior. Este evento envolveria a aplicação da lei mais rapidamente do que o desaparecimento ou morte de uma prostituta, uma pessoa descontrolada ou vagabundo. Quanto mais cedo o envolvimento da aplicação da lei e da mídia, mais cedo ele ou ela seria descoberto.

4. Serial killers são capazes de iludir a polícia por longos períodos de tempo. Eles viajam em grandes áreas geográficas e tem vasto conhecimento de táticas policiais e procedimentos para evitar a própria captura.

Nem todos os serial killers viajam pelo país em busca de vítimas. A maioria escolhe as vítimas dentro de uma área geográfica pequena. Eles escolhem as vítimas de lugares onde não podem ser vistos/permanecer anônimo (Gacy, Dahmer, Robinson). Alguns (Lucas, Bundy) viajaram e deixaram mortos em vários lugares em todo o país, no entanto, isso não é uma prática padrão. Muito pouco serial killers são conhecedores de táticas policiais, eles simplesmente mantém um perfil baixo e escolhem as vítimas cuja perda não será notada, (prostituída, fugitivos e vagabundos).

5. Serial killers são homens sedentos por sexo, impulsionado a matar devido a uma infância abusiva e as formas da sociedade os trata. Eles estão mentalmente perturbados (insanos) e covardes que se aproveitam dos fracos.

Embora o sexo está envolvido em alguns casos, de série, o ato sexual em si não é a motivação. Pelo contrário, o poder de controlar que o assassino exerce sobre as vítimas é a motivação. Alguns dizem que a falta de poder sobre situações durante a infância do assassino parece desempenhar um papel significativo na sua necessidade de “controle” de suas vítimas. Nem todos os serial killers são homens e pode ter havido mais mulheres serial killers na história do que o relatado, mas, porque a sociedade prefere não acreditar que as mulheres sejam capazes de tais atos, elas podem ter se tornado desconhecidas. O simples fato de que os serial killers, por vezes, não medem esforços para evitar a captura e ocultar seus crimes, como os banhos ácidos de Dahmer para destruir os restos ou suas vítimas, ou os moídos de Gacy enterrados em sua casa, elimina a possibilidade de insanidade.

Serial killers não são loucos, no entanto, eles são mentalmente perturbados. Os assassinatos cruéis, insensíveis, metódicos e que cometem crimes hediondos, mostram este fato. Serial killers não caçam apenas vítimas “fracas”. Eles atacam aqueles que a comunidade não sentirá falta, como prostitutas, que pelo comércio são vulneráveis por causa de sua profissão escolhida; fugitivos que vagam pelas ruas e cuja família pode ter dado a procurá-los; e vagabundos que, na mente dos assassinos , ninguém se preocupa e a perda não será notada.

6. O F.B.I. investiga todos os assassinatos em série, porque linha de estado mais cruz.

Durante uma investigação de assassinato de série, o F.B.I. dá assistência nos casos, porém eles não conduzem a investigação. Uma vez que o F.B.I. envolve-se, a mídia muda sua atenção para eles e para longe da agência local, que é na verdade onde a investigação é conduzida. Isto dá a falsa impressão de que o F.B.I. está conduzindo todas as investigações.


Uma resposta to “Sobre a Psicopatia”

  1. AI EU AMO ESSA EQUIPE

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