José Ramos – O açougueiro de Porto Alegre


 

1863/1864 – Porto Alegre

 

Com 20 mil habitantes e com cerca de 3 mil deles alemães, era bem provável que boa parte dos moradores, tivessem consumido as famosas linguiças , ao menos uma vez, do açougue da Rua da Ponte (atualmente Rua Riachuelo). Propriedade do policial catarinense José Ramos (1838-1893).

 

Como se sabe, a matéria prima da linguiça é a carne, mas e quando essa carne é humana??? Pois é, a matéria prima dessas linguiças, eram carne humana. Essa carne era retirada dos corpos das vítimas, as quais José degolava, esquartejava e moía…

 

José era um homem simples, porém elegante. Frequentava casas e ópera e tinha excelente gosto musical, mas o que ninguém sabia era que ele e a mulher eram assassinos. Catarina Palsen, uma húngara com quem ele vivia, era sua parceira nos crimes. As vítimas eram seduzidas por ela, na promessa de uma noite de prazer, onde eram levadas até o matadouro, entretidas e depois assassinadas.

José e Catarina contavam com mais dois amigos do casal nos assassinatos, Henrique Rittman e Carlos Rathmann. Além de contarem com o dono do açougue, Carl Gottilieb Claussner, a quem José matou meses antes de ser preso, para se apossar do estabelecimento. Quando clientes do estabelecimento perguntavam sobre Carl, José respondia que ele havia voltado para a terra natal.

Com a ajuda de Carl Claussner, o açougueiro José degolava, esquartejava, descarnava, fatiava e guardava as vítimas em baús, moendo-as aos poucos e transformando-as nas famosas linguiças, que eram vendidas em seu açougue. Os crimes da rua do Arvoredo foram descobertos em 1894. Os ossos de Carl foram os primeiros a serem descobertos, logo em seguida foram encontrados os restos dew um caixeiro viajante e de seu ajudante de 16 anos.

 

José Ramos era policial, e por ser avusado diversas vezes de violência contra inocentes, foi expulso da corporação, mas servia de informante ao chefe de policia da cidade, Dario Callado. Foi Dario quem conduziu o inquérito sobre os assassinatos, e acredita-se que por causa disso, a pena de morte nunca tenha sido aplicada a José Ramos, o qual foi sido condenado a forca. José morreu na Santa Casa, com lepra. Catarina foi internada em um hospício e morreu esquizofrênica. Os outros envolvidos não se sabe o que aconteceu.

 

Na época, o crime só foi noticiado na França e no Uruguai. A mídia abafou o caso, pois acredita-se também, que a população preferiu esquecer que se tornou canibal, mesmo que involuntariamente.

~ por Vodevil em 1 de outubro de 2013.

Uma resposta to “José Ramos – O açougueiro de Porto Alegre”

  1. Haha, do mal esse carinha heim.
    Aconteceu recentemente (ano passado, talvez) algo assim.

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