Serial Killers em Hollywood – parte I


Os maiores serial killers retratados no cinema, mas que existiram na vida real.

 

 

 

1) CHARLES STARKWEATHER

Apelido: Não tinha
Filmes: Terra de Ninguém (1973), Assassinos por Natureza (1994)
Número de vítimas: Onze.
Método: Tiros de rifle e facadas.

 

Nos filmes: Terrence Malick filmou como se fosse uma história fictícia, e mostrou os eventos com objetividade e distanciamento, com um assassino gentil, mas instável. Já Oliver Stone romantizou a história, criando um casal tão cruel quanto apaixonado, e acrescentou um final bem diferente.

Na vida real: Charles Starkweather tinha 17 anos e morava no Nebraska (EUA) quando se apaixonou por uma garota de 13, Caril Ann. Era um rapaz solitário e agressivo, mas não se sabe muito sobre o passado dele. Charles chegou a matar o vendedor de uma loja de conveniência em novembro de 1957, depois que ele se recusou a vender um presente que ele queria dar a Caril Ann, mas a polícia não tinha provas contra ele, que permaneceu livre. Em janeiro do ano seguinte, durante uma discussão com a família da namorada, Charles perdeu o controle, atirou na mãe, no padrasto e na irmã dela, matando todos. O casal roubou um carro e fugiu em direção ao México, matando mais sete pessoas pelo caminho, com tiros de rifle e facadas. A farra assassina durou três dias, mas os dois foram presos. Charles foi executado na prisão em julho do ano seguinte. Caril ficou presa até 1976, e depois libertada.

2) ANDREI CHIKATILO

Apelido: O Monstro de Rostov
Filmes: Evilenko (2004), Citizen X (2002)
Número de vítimas: 52 assassinatos confirmados.

Método: As vítimas eram crianças e mulheres. Chikatilo atraia as vítimas para locais desertos, prometendo doces para as crianças e dinheiro às mulheres, em geral prostitutas. Matava com facadas e, ocasionalmente, por estrangulamento.

Nos filmes: Em “Evilenko”, o personagem principal é o detetive Lesiev, homem fictício que persegue o mais famoso serial killer russo. Malcolm McDowell, protagonista de “Laranja Mecânica”, empresta seu olhar demente a Chikatilo. Já em “Citizen X”, o foco recai sobre um perito criminal estilo “C.S.I.” que participa da caçada montada para capturar o assassino.

Na vida real: Professor de uma escola primária e depois vendedor em lojas de conveniência, Andrei Chikatilo matou no período de 1978 a 1990. Foi mais um assassino que teve infância traumática: nasceu em 1936 e cresceu no período da Segunda Guerra Mundial, quando a falta de comida provocada pela guerra tornou a fome comum na Rússia. A mãe dele contava que um dos seus irmãos, morto durante o conflito, teve o corpo comido pelos vizinhos famintos. Chikatilo começou a “carreira” tarde, aos 32 anos, quando já era casado e tinha duas filhas. Ele estrangulou uma menina ao tentar estupra-la, em 1978. Chegou ao orgasmo durante o assassinato, gostou e nunca mais parou. Costumava encontrar vítimas em estações de trem. Foi alvo de uma enorme caçada humana, mas a falta de informação sobre serial killers no regime comunista fez com que conseguisse escapar sempre, mesmo tendo passado três meses preso em 1984, por assédio sexual. Em 1990, foi apanhado com uma maleta contendo cordas e facas, e confessou os assassinatos. Acabou executado em 1994, com um tiro na cabeça.

3) JEFFREY DAHMER

Apelido: O Canibal de Milwaukee
Filmes: Dahmer – Mente Assassina (2002), Copycat – A Vidas Imita a Morte (2005)
Número de vítimas: Acusado oficialmente de matar 17 homens e adolescentes. Tinha preferência por negros.

Método: Em geral, encontrava as vítimas em bares para homossexuais. Levava para casa, drogava-as com narcóticos e estrangulava-os. Depois, praticava sexo com os cadáveres, comia partes do corpo e guardava as cabeças.

No filme: “Dahmer” é uma biografia que tenta humanizar o personagem, mas o retrato pareceu bonzinho demais e o público norte-americano fez do longa um fracasso, tanto que no Brasil saiu direto em DVD. Já em “Copycat”, o assassino imita Dahmer na maneira como selecionava as vítimas – em bares gays, colocando narcóticos na bebida das vítimas.

Na vida real: Quando criança, Dahmer adquiriu o hábito de dissecar pequenos animais vivos, como rãs e sapos. Era solitário e tímido. Os pais se divorciaram quando ele tinha 18 anos, mesma idade em que cometeu o primeiro homicídio, em 1978. Jeffrey mantinha uma vida reservada, era tranqüilo e silencioso. Ele cometeu a maioria dos homicídios em casa, onde ficava livre para fazer sexo com os cadáveres. Depois do oitavo assassinato, começou a preparar pratos culinários com pedaços dos corpos. Tinha uma obsessão: transformar uma vítima em escravo sexual, criando uma espécie de zumbi; para isso, usava uma furadeira elétrica e abria um rombo na cabeça dos coitados, pingando ácido dentro (obviamente, as pobres vítimas morriam). Aí, Dahmer desmembrava os corpos e guardava as cabeças na geladeira ou em grandes vidros contendo formol. Foi preso em 1991, e assassinado na prisão em 1994, por outro preso

 

(Fonte: http://cinemaeafins.com)

~ por Vodevil em 8 de janeiro de 2013.

2 Respostas to “Serial Killers em Hollywood – parte I”

  1. Muito bom o tópico! Nunca tinha visto o Citizen X e o Copycat, mas me senti na obrigação agora. Aliás, ótimo blog.

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  2. Blog interessantíssimo. Muito obrigada por postar e espero que continue.
    Queria ter mais tempo para lê-lo. Já está em meus favoritos. Esperando por mais e mais postagens.
    Este é o melhor blog que já li sobre esses assuntos.

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