Os assassinatos do machado – nunca resolvido


Entre janeiro de 1911 e abril de 1912, 49 vítimas foram mortas em assassinatos (onde a arma era um machado) não resolvidos no Texas e em Louisiana. Em cada caso, os mortos eram mulatos ou negros membros de famílias com filhos mulatos.

Famílias inteiras foram dizimadas: Uma mãe e seus três filhos foram agredidos até a morte em suas camas em Rayne, Louisiana, em janeiro de 1911. Ha 10 milhas de distância em Crowley, Louisiana, três membros da família Bryers foram mortos em fevereiro de 1911; duas semanas mais tarde, um família de quatro pessoas em Lafayette também foi morta.

Em abril, em San Antonio, Texas, uma família de cinco membros, foi morta. Todas as vítimas foram mortas em suas camas à noite e nada foi roubado de suas casas. Em novembro de 1911, os assassinatos voltam à Lafayette e, mais uma familia foi morta, com 6 membros.

Desta vez, a polícia prendeu uma mulher negra, Clementine Bernabet, por suspeita de envolvimento no crime. Ela estaria sob custódia até a primavera de 1912, mas sua prisão não suspendeu a carnificina. Em janeiro de 1912 uma mulher e seus três filhos foram mortos em Crowley. Dois dias depois, em Lake Charles, uma família de cinco pessoas foi morta em suas camas, e um bilhete foi deixado para trás: “Quando Ele faz a inquisição de Sangue, Ele não se esquece do clamor dos aflitos – cinco humanos.”. Com esse bilhete, a policia começou a suspeitar de que se tratava de uma espécie de ceita, pois deixaram claro no bilhete a ligação religiosa. As suspeitas chegaram até os membros de uma pequena igreja nomeada “Igreja do Sacrificio”, onde na noite passada, o pastor havia estado pregando palavras na cidade onde ocorreu esse crime. Não foram achadas evidências que provassem a ligação dos crimes à igreja.

Em fevereiro 1912, surge outro assassinato, uma mulher e seus três filhos mortos enquanto eles dormiam em suas camas, em Beaumont, Texas. Em março, um homem e uma mulher e seus quatro filhos foram agredidos até a morte em Glidden, Texas, enquanto dormiam.

Enquanto isso, no início de abril de 1912, Clementine Bernabet surpreendeu as autoridades com uma confissão. Enquanto ela admitiu ir em reuniões da “Igreja Sacrificio”, Bernabet insistiu que os crimes estavam relacionados com um encanto vodu – candja – “comprados” de um feiticeiro local. O “encanto” teria segurado à Bernabet e seus amigos que “poderiam praticar e ter prazer e nunca serem detectados.” Sem razão aparente, tinham escolhido testar a “magia” cometendo uma série de assassinatos com um machado. A polícia não acreditou no depoimento e nas confissões, e Bernabet nunca foi enviada a julgamento.

Na noite de 11-12 de abril, cinco membros da família Burton William foram agredidos até a morte em suas camas, em San Antonio. Duas noites mais tarde, em Hempstead, surgiram mais três vítimas mulatas, depois cair em um hiato de quatro meses sem mortes. A calmaria foi quebrada em San Antonio, às 4 da manhã em 16 de agosto de 1912, quando a esposa de James Dashiell acordou com a dor de um machado de corte sendo passado através de seu braço. O assassino tinha perdido seu alvo pela primeira vez, acabou acordando a família toda com os gritos angustiados da vítima. A vítima abalada viu apenas um vulto, e não pode oferecer nenhuma descrição coerente à polícia. O ataque mal sucedido em San Antonio foi o fim de uma onda de assassinatos, e deixou a polícia sem uma única peça sólida de evidência.

Desertores da “Igreja Sacrificio” deram referencia às autoridades sobre um texto do Livro de Mateus – “Toda árvore que não dá fruto bom será cortada e lançada no fogo”-, mas os detetives não conseguiram identificar um Suspeito válido no caso.

Os assassinatos nunca foram resolvidos.

~ por Vodevil em 27 de janeiro de 2012.

2 Respostas to “Os assassinatos do machado – nunca resolvido”

  1. interessante

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  2. Acredito que o assassino tenha presenciado em sua infância tal sacrifício, e que sua família tenha participado. Muitas crianças ( em algumas religiões) sofrem lavagem cerebral, é colocadas ideias de que o certo seria livrar a terra do mal ( nesse caso os negros, ou pessoas que não seguiam a igreja), tal lavagem apresentaria para a criança exposta, uma ideia permanente, ou seja, mesmo que falassem para ela que esta errada, não acreditaria. E nestes casos, o assassino conhecia cada família, pois ele entrava na casa e sabia ao certo onde ficava cada cômodo. E essa mulher Bernabet foi provavelmente uma isca para que a polícia ficasse centrada apenas nela. Bom, essa é a minha opinião.

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