“Massacre no Rio de Janeiro – E mais um matador em massa morre”


No dia 7 de Abril de 2011 (quinta feira passada), a população brasileira foi surpreendida por um massacre ocorrido numa escola no bairro do Realengo, no RJ. O ex-estudante Wellington Menezes abriu fogo contra as crianças e adolescentes matando 12 e ferindo mais de 20. Ao ser confrontado por um sargento, Wellington deu um tiro na cabeça.
A notícia espalhou rápido ganhando a falsa comparação da mídia com o incidente em Columbine ou, ainda mais erroneamente, incentivando a rotulação de Wellington como um “psicopata”. Nada mais equivocado: Wellington era um matador em massa, não um psicopata.

O termo assassino em massa se refere ao ato de matar grande número de pessoas ao mesmo tempo. Os exemplos incluiriam disparar uma arma de fogo contra uma multidão, ou incendiar um local com grande concentração de pessoas.
O USA Bureau of Justice Statistics define o assassinato em massa como aquele que tira a vida de quatro ou mais pessoas em uma única ocorrência.

James Alan Fox, professor de Direito Criminal na Universidade Northeastern e Jack Levin, diretor do Centro Brudnick para Conflito e Violência, da Northeastern, listaram cinco fatores comuns a muitos assassinos em massa:

1) Um longo histórico de frustração e fracasso;

2) Tendência a culpar os outros e nunca aceitar a culpa por seus próprios erros;

3) Tendência a ser socialmente isolado e solitário;

4) Passar por algum tipo de “gota d’água,” como ser abandonado pela namorada ou demitido de um emprego;

5) Acesso a armas de fogo, preferivelmente de alta potência.

Um exemplo de assassinos em massa, é o caso dos massacres cometidos por estudantes, como foi o caso do massacre do Instituto Columbine, em que jovens transtornados, acometidos de um furor assassino adentraram a escola e mataram estudantes e professores, sem distinção, e depois se suicidaram.
Também há casos de assassinos em massa aparentemente “sem intenção”, ou, pelo menos, sem premeditação. É o caso do refugiado cubano Julio Gonzales, que incendiou o clube noturno “Happy Land”, em Nova York, após discutir com sua noiva e ser expulso do local. No incêndio, 1987 pessoas morreram, mas sua noiva foi salva.
Alguns desses assassinos podem ter motivos financeiros, pelos quais matar seria um meio ou resultado inesperado de um assalto.
Raramente há um motivo de ordem sexual nos casos de assassínos em massa.
De acordo com o livro Copycat Effect, de Loren Coleman, a publicidade sobre essas ocorrências tendem a provocar mais eventos similares.

Pessoas que cometem massacres indiscriminados, são muitas vezes solitárias e frustradas, dispostas a se vingar de seus próprios fracassos. Segundo especialistas, quando Charles Whitman subiu numa torre da Universidade do Texas e matou 13 pessoas, em 1966, ele abriu a “era do homicídio em massa”.

Para concluir, nada melhor que uma frase dita de um próprio psicopata sobre isso:

Ted Bundy

Ted Bundy


“A sociedade quer acreditar que pode identificar pessoas cruéis, ou más, ou perigosas, mas não é prático. Se alguem faz algo antisocial ou depravado, isso é uma manifestação de algo que está desenvolvendo em seu interior. Uma vez que fazem algo, eles podem ser classificados. Não se pode fazer previsões até que esse ponto seja alcançado.” – Ted Bundy (serial killer)

~ por Vodevil em 11 de abril de 2011.

2 Respostas to ““Massacre no Rio de Janeiro – E mais um matador em massa morre””

  1. pior é a globo chamando o rapaz de ‘serial killer’. incrível a ignorância generalizada sobre o assunto.

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  2. Achei as palavras de Ted Bundy profundas, mas assustadoras.
    Se algo passa-se no interior, não percebo como não querem manifestar nada para serem ajudados e depois vêm com “explosões” do mais agressivo contra todo o mundo.
    Não podemos tentar uma segunda via? Sem saber como posso ajudar? Vou eu apanhar com uma fúria, estando eu vivendo a minha simples e dedicada vida com o qual não posso dar melhor de mim mesmo? Muitas vezes não se pode fazer nada, mas não se devia ir por esse caminho. Não podemos pensar em todos à nossa volta pelo facto de que o egocentrismo traz vantagens, mas ao menos tento conhecer pessoal da universidade, mesmo que eles não percebam as minhas atitudes.

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