A Viúva Negra


Judy Buenoano, apelidada de Viúva Negra por ter envenenado o marido, afogado o filho e tentado matar o amante colocando uma bomba no seu carro, foi executada, ontem, tornando-se a primeira mulher a receber a pena capital na Flórida desde a época da escravidão. Judy, 54 anos, foi a primeira mulher a morrer na cadeira elétrica e a terceira executada nos EUA desde que a pena de morte foi reinstaurada em 76.

Ela foi declarada morta às 7h13 (horário local), informou a polícia da Flórida. Judy fechou os olhos depois de ter sido amarrada à cadeira de carvalho e respondeu “não, senhor”, quando perguntada se queria fazer uma declaração final, informou o porta-voz da prisão, Gene Morris. “Ela foi muito solene. Esta foi a primeira vez que vi tal expressão nela”, disse ele. “Ela olhou fixamente para a frente e não demonstrou nenhum sentimento”.

Uma pequena lufada de fumaça branca subiu de seu tornozelo, quando a corrente de eletricidade passou por seu corpo, um acontecimento ocasional durante uma execução, informou Morris.

FRIEZA

A polícia considera Judy Buenoano uma das assassinas de mais sangue frio na história da Flórida. Em 80, ela matou o filho deficiente de 19 anos empurrando-o do barco em que passeavam, para receber US$ 125 mil de seguro. Nove anos antes, havia recebido o marido, vindo do Vietnã, dando-lhe arsênico em pequenas doses até a morte dele. Viúva, ela recebeu um total de US$ 85 mil de seguro.

A série de mortes perpetradas por Buenoano foi descoberta quando ela tentou matar o namorado, John Gentry, colocando dinamite no porta-malas do seu carro. Ele disse à polícia que, antes, ela tinha lhe dado supostas pílulas de vitaminas que o deixaram doente. A polícia concluiu que as pílulas continham arsênico e ela foi então condenada por tentativa de assassinato, em 83. A polícia do Colorado encontrou outro ex-amante dela que foi envenenado em 78, mas ela não foi condenada por este crime, por já estar no corredor da morte.

EXECUÇÕES

Judy foi a terceira pessoa executada na Prisão Estadualda Flórida em um período de oito dias, pondo fim a um hiato de um ano no uso da cadeira elétrica na Flórida, apelidada no Estado de Velha Faísca, depois que chamas surgiram na cabeça do condenado Pedro Medina durante sua execução, em 1997.

Judy Buenoano manteve a alegação de inocência durante treze anos no corredor da morte das mulheres, em uma prisão com paredes pintadas de rosa onde ela ensinava a Bíblia para outras detentas. Ela foi a primeira mulher executada na Flórida desde que uma escrava de nome Celia foi enforcada, em 1848, por quebrar o crânio de seu senhor com uma pesada ferramenta de carpintaria.

~ por Vodevil em 29 de dezembro de 2010.

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