“Se amar alguém deixe-o ir, se não voltar, cace-o e mate-o” Leonard Lake


2 de Junho de 1985
O policial Daniel Wright, de São Francisco, atendeu a um chamado
bastante comum: numa loja da cidade, um asiático foi visto furtando um
torno mecânico e guardando-o dentro de seu casaco. O cliente que presenciou a cena denunciou-o para a gerência, que chamou a polícia.
Logo que estacionou, o policial Wright já encontrou, à sua espera, o
gerente da loja acompanhado de um senhor barbudo, gordo e meio hippie.
Foi relatado a ele que o asiático era amigo deste senhor, que já havia pagado a “compra” no valor de US$ 75,00, teoricamente encerrando a questão. O torno já estava no porta-malas de um Honda Prelude 1980, que o policial resolveu checar.
Ao revistar uma sacola de ginástica que estava dentro do automóvel, foi encontrada uma arma calibre .22 com silenciador. Portar armas com silenciador é ilegal nos Estados Unidos. O policial, apesar dos protestos do hippie que acenava com a nota fiscal do torno, resolveu checar pelo rádio a placa do automóvel. Ao ser perguntado a quem pertencia o carro, o hippie explicou que era de um amigo seu, Lonnie Bond, que no momento estava viajando pelo norte do país. Ao receber a resposta de sua checagem pelo rádio, o policial ficou intrigado. A placa realmente estava registrada em nome de Lonnie Bond, mas pertencia a um “Buick”, e não a um Honda. A carteira de motorista do hippie foi pedida. Outra surpresa… o documento estava em nome de Robin S. Stapley, residente de San Diego de 26 anos. Aquele homem parecia ter bem mais que a idade apresentada no documento. O policial perguntou a “Stapley” sobre o porte de arma, mas ele respondeu que a arma pertencia a Lonnie. Pela segunda vez, Wright acionou seu rádio e pediu a verificação do número de série da arma. Estava registrada sob o nome de Robin Stapley. Achando tudo muito confuso, o policial resolveu prender o hippie sob a alegação de portar uma arma ilegal. Algemou-o, leu seus direitos, trancou-o no carro e pediu ao gerente da loja uma descrição do asiático para futuras investigações.
“Stapley” foi levado para a delegacia, seus bolsos foram esvaziados e ele foi colocado numa sala de interrogatório. Entre seus pertences, foi encontrado um recibo em nome de um tal Charles Gunnar. Antes que “Stapley” pudesse responder de quem se tratava, outro policial entrou na sala informando que o número de identificação do Honda
Prelude revelou que era propriedade de Paul Cosner, declarado desaparecido na cidade de São Francisco há nove meses. “Stapley” ficou completamente pálido. Pediu aos policiais um copo d’água e uma caneta, para que pudesse escrever uma nota para a esposa.

Depois de redigir algumas linhas, declarou: “O nome do meu amigo asiático é Charles Chitat Ng; Chitat se pronuncia ‘Cheetah’, e Ng pronuncia-se ‘Ing’. Meu verdadeiro nome é Leonard Lake”.
Sem dizer mais nada, Lake tirou algo da lapela, colocou na boca e
bebeu a água. Em segundos, diante do policial estupefato, estava
convulsionando pelo chão. Tinha ingerido duas cápsulas de cianureto, e foi levado para o hospital ainda com vida, mas com danos cerebrais irreversíveis. O bilhete encontrado em seu bolso dizia: “Querida Lyn: eu te amo. Por favor, me perdoe. Eu te perdôo. Por favor, diga para mamãe, Fern e Patty que eu sinto muito”.
O policial Wright não acreditava nos acontecimentos que se
desenrolavam à sua frente. Por que alguém cometeria suicídio por roubar
um veículo?
Mal sabia ele que tinha pego um dos maiores serial killers da história…

~ por Vodevil em 13 de agosto de 2010.

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