“Nós vamos nos fechar num quarto, num quarto bem escuro…”


A partir da década de 50, houve uma grande onda de Serial Killers nos EUA que aterrorizou a população “pura e inocente”. A televisão era recém inventada e por isso as notícias chegavam mais rapidamente às pessoas. E foi a partir daí que o cinema começou a explorar este gênero. Hollywood já estava muito comercial na época e o caráter estuprador capitalista, que sempre visa o lucro, fazia o que agradava a população, o cinema imitava a vida real para ganhar audiência. E assim é hoje, o futuro imita o passado…
O primeiro filme que usou um desvio psicológico como fator para matar, fez um grande sucesso, era “Psicose” em 1960, filme de Hitchcock. Já na década de 70, Serial Killers continuaram a ser explorados, mas de uma forma diferente, no gênero “terror” e de uma maneira muito “trash”. Em 1973, o filme “Massacre da Serra Elétrica”, de Tobe Hooper alcançou algum sucesso, que teve mais duas continuações mais tarde… Não importando muito o gênero, filmes como estes, sempre buscaram inspiração na vida real, como é o caso destes dois filmes, inspirados na história do Serial Killer Ed Gein, e mais uma vez o futuro sujo imita o passado depravado. Ainda na década de 70, mais precisamente em 1978, outro filme de Serial Killer, porém no gênero de terror, foi bem nas bilheterias. Era “Halloween”, de John Carpenter, que foi o primeiro a mostrar assassinos mascarados. Devido o sucesso, o filme ganhou várias seqüências, a mais recente em 2009, com o título de “Halloween – O Início”, dirigida por Rob Zombie.
Entrando na década de 80, o gênero terror “trash” continuou lotando cinemas, mas temos algumas “pérolas” que dão mais destaque ao distúrbio psicológico mental do que aos depravados banhos de sangue. Falando em filmes de terror, em 1981 começou a famosa série de “Sexta-feira 13”. O filme é baseado em uma história real, mas aderiu a linha de filmes onde o que importa é o número de mortes. O filme teve 9 partes na década de 80 e 90, e ganhou a décima parte em 2001, com o título de “Jason X”.
Com o sucesso de “Sexta-feira 13”, outros filmes deste gênero fizeram sucesso na mesma década, o mais famoso foi “A hora do Pesadelo”, que teve várias partes, sendo a primeira em 1984 dirigida por Wes Craven e recentemente uma nova versão, que está sendo lançada agora em maio. Mais ainda na década de 80, há bons filmes que abordaram mais o aspecto psicológico mental do Serial Killer. É o caso de “O Iluminado”, de 1980, que foi dirigido por Stanley Kubrick. Em 1984, outro filme que explora muito o aspecto psicológico como motivo para assassinato foi “Vestida para Matar”, de Brian de Palma.

A década de 90 começou com tudo em termos de filme que abordam problemas psicológicos e megalomaníacos. Em 1991, o diretor Jonathan Demme com um dos melhores filmes do gênero, “O Silêncio dos Inocentes”. O filme ganhou uma continuação em 2001 como “Hannibal”, outra em 2002 como “Dragão Vermelho”, e a última continuação em 2007 como “Hannibal – A Origem do Mal”. Já em 1994, um outro filme mostrando assassinos psicopatas foi bem sucedido. “Assassinos por Natureza”, de Oliver Stone. Em 1995, um outro filme sobre Serial Killer fez um grande sucesso, “Seven”. Continuando… a partir de 1996, houve uma volta dos filmes de caráter “trash”, só que agora de uma maneira mais amena, com uma linguagem adaptada para os anos 90, do que foi sucesso na década de 80. Os assassinos continuaram a ser mascárados, os mórbidos e depravados banhos de sangue voltaram a aparecer e os roteiros não melhoraram nada, porém, agradou essa nova geração de adolescentes familiares de genes recessivos, que lotaram cinemas assistindo filmes, que em minha opinião são considerados ridículos e totalmente patéticos, como “Pânico” e “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Depois dessa nova onda de filmes de “terror”, houve outros filmes que abordaram mais o lado psicológico e doente, mas sem o grande sucesso de “Seven” ou de “O Silêncio dos Inocentes”, que foram sem dúvidas os melhores filmes do gênero na época. Foi o caso de “Ressureição” em 1998 e de “O Colecionador de Ossos” em 2000.
De um modo geral, filmes sobre Serial Killers, possuem histórias baseadas em fatos reais, ou muito fictícias, que vão causar algum tipo de reação ao público. Este gênero vai continuar existindo até porque filmes do tipo agradam o público, que se identifica cada vez mais com o assunto e que precisa ser auto-enganado em relação aos seus medos íntimos e fantasias sexuais, pois o números de casos de Serial Killers aumenta a cada ano. E sempre serão “prato cheio” para roteiristas necrófagos e depravados inventaram e criarem em cima desses fatos reais.

*-* E que continuem assim…

~ por Vodevil em 8 de maio de 2010.

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